sábado, dezembro 29, 2007

são paulo - breves reflexões (parte ii)

perdoem o post em minúsculas, mas estou com preguiça de usar o shift.

confesso que esperava um pouco mais das paulistanas em termos de estilo. vi muito jeans skinny e vestidinhos com estampas geométricas, quando esperava encontrar calças de cintura alta, especialmente pantalonas, e os florais imensos quase-bregas tão profetizados pela vogue dezembro. estava sonhando ver uma postura menos segura e mais avant garde das moças de são paulo, mas nem... tudo bem que o verão não deve ser a especialidade das bonitas de higienópolis, mas pelo menos um pouco mais de variedade cairia bem. a coisa estava tão grave que o namorado um dia perguntou por que tinha tanta gente usando branco (a gente aqui na Bahia pensa logo que é macumba). mamãe acha que é porque a cidade é cinza e as pessoas tentam compensar isso no vestuário, já uma prima acha que o povo está experimentando as roupas do reveillon pra ter certeza que elas ainda cabem. e tenho pra mim que é o calor, mas as duas teses anteriores são muito mais interessantes.

quanto aos caracteres físicos, só alegria: muitas mulheres lindas passeando pela cidade. jureba (repararam que ele anda cheio de opinião?) ficou indignado com o desleixo com o corpo, principalmente das meninas mais novas. acho que os dias sofrendo influência da minha avó (famosa por sua "sobrepesofobia") acabaram deixando ele menos tolerante porque eu, particularmente, não me incomodei em nada com a fofura das moças. mas eu que não fico bem quando arredondo já estou de dieta pra perder os 3kg que ganhei nas últimas semanas e quem sabe mais 2kg pra atingir os sonhados 45kg.

p.s.: pra quem não está reconhecendo, sou eu mesma, ovelha assassina, drosófila basófila, helena martinelli. a minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos...

quinta-feira, dezembro 27, 2007

São Paulo - Breves Reflexões (parte I)

Por ser a terra natal da mamãe e lar de todo o ramo materno da família, São Paulo é a minha segunda cidade. Costumo passar as festas de final de ano por lá, entre parentes, e sempre aproveito pra conhecer um pouco mais sobre a cidade e tentar me despir desse olhar apaixonado. Porque, vejam bem, eu sou completamente apaixonada por São Paulo. Ao contrário da maioria da população brasileira (incluindo-se aí mamãe), acho a cidade bonita e extremamente agradável. Tenho dificuldade de enxergar os defeitos que todo mundo aponta e não vejo a hora de me mudar para a maior metrópole brasileira.

Como expliquei no post anterior, tive algumas decepções dessa vez. Foram duas experiências de atendimento ruim (uma justificável, outra não) e muitos motoristas mal educados. Mas acabei percebendo que aqueles episódios eram exceções e até o final da viagem, só tive boas experiências. Também enfrentei o infame calor paulistano e dei de cara com estabelecimentos fechados (Fogo de Chão e Pain et Chocolat), o que eu, sinceramente, nunca esperaria. Mas, enfim, tudo bastante "tolerável".

Estava pensando nesses incovenientes enquanto esperava as malas aparecerem no aeroporto de Salvador quando, de repente, uma senhora que falava ao celular com sotaque obviamente soteropolitano puxou uma mala imensa da esteira. Não precisa ser gênio pra imaginar que um braço só não foi o suficiente pra controlar o peso e a mala imensa caiu em cima do meu pai que, por sau vez, quase caiu em cima do meu noivo. Depois de se recuperar do susto, os dois foram ajudar a criatura com a mala e sem nem olhar pra eles, ela fez que "não" com o dedinho e apontou pra outra mala na esteira. Um senhor que estava por perto (aparentemente o marido) pegou a nova mala e foram-se os dois embora e ainda deixaram a bagagem que derrubaram pra gente devolver pra esteira (a anta pegou a mala errada).

São essas coisas que transformam a Bahia num lugar inabitável pra mim. Porque não adianta ter paisagens lindas e uma culinária maravilhosa se a cultura não incentiva o respeito ao espaço do outro, nem o uso das palavrinhas-padrão da civilidade ("com licença", "por favor", "obrigado"). E essa receptividade baiana que todos falam, eu sinceramente, não vejo. De que me vale um completo estranho puxar assunto no ponto de ônibus se essa mesma pessoa vai me dar uma ombrada dali a pouco e não se importar em me pedir desculpas?

De todos os estados que conheci, a Bahia é, de longe, o campeão em grosserias. E eu, que não acho educação uma bobagem, quero mesmo é ir embora pra minha Pasárgada de pedra. Salvador já deu.

domingo, dezembro 23, 2007

Gente do céu, que diabos aconteceu com meu layout? O_O

Bom, tenho várias novidades para contar. Como sempre, vim passar o Natal na terceira maior cidade do mundo e estou aproveitando à beça. Revi pessoas queridas, conheci a nova Shoestock, joguei paintball (fiaaaaaaaaaaaasco), fui à Liberdade, andei de trem (trem mesmo, não metrô) ao Q!Bazar e estou considerando a possibilidade de me mudar para o Shopping Higienópolis. Também sofri algumas desilusões: fui mal atendida em alguns lugares e vi tanto motorista ruim que estou na dúvida se Salvador é mesmo tão inferior nesses dois quesitos. Mas a viagem ainda não acabou e é melhor deixar para contar tudo no final, né?

=**

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Breves palavras sobre o Brazil's Next Top Model (contém spoilers)

Nós aqui em casa somos criaturas superiores e civilizadas e não precisamos de TV como os outros mortais. Nada mais natural, portanto, que eu, papai e mamãe dividamos um único aparelho. Como resultado, mamãe vê todos os filmes que deseja, papai vê seus queridos jogos de futebol e eu acompanho minhas séries preferidas pelo Youtube. ¬¬

Chiados à parte, vamos ao programa. Repito todas as críticas básicas que circulam pela internet: o BRNTM é pobrinho, as candidatas são "velhas" e "gordas"* e Fernanda Motta é o erro. Ao contrário do resto da humanidade, no entanto, confesso que gosto muito da Palomino como juíza.

Como não poderia deixar de ser, torci pela Mariana Velho a mais modelo de todas. Aprendi a gostar da Lívia no decorrer do programa pela evolução e não desgostei da Mari Richardt como os jurados. Quanto À Bertola, é uma criatura lindíssima e acredito que tenha futuro como modelo comercial, já na passarela, não levo fé.

Mas o mais impressionante do BRNTM pra mim foi que aconteceu um milagre de natal dos mais raros quando se trata de Helena Martinelli: alguém pra quem eu torci em um reality show ganhou**! Cara, isso não acontece desde Jean Willys no BBB5! Tudo bem que não faz tanto tempo assim, mas vejam bem, até hoje ele tinha sido o único! E olha que eu assisto todo e qualquer reality show que passar pela minha frente!

Bom, no mais, parabéns pra Mariana Velho e um Feliz Natal a todos! Ho ho ho!

*Só esclarecendo porque sei que vão me xingar, "velhas" e "gordas" pra quem quer ingressar na carreira de modelo. O mundo é cruel e as mais velhas e cheinhas deveriam ter vez, fato, mas, atualmente, não é assim que a banda toca, por isso meu comentário.

**Pra dar uma noção do quanto eu sou loser, aí vão minhas favoritas nos realitys de modelo: ANTM (ciclo 1, ciclo 2, no ciclo 3 não simpatizei com ninguém, ciclo 4, ciclo 5, ciclo 6, ciclo 7, ciclo 8 e ciclo 9); CNTM (só o ciclo 2, o primeiro não vi).

quarta-feira, dezembro 12, 2007

O diabo veste prada

Estou com esse texto na cabeça há um tempo, mas nunca venho postar. Vou aproveitar o lampejo de coragem antes que ele passe.

Não são novas críticas ao mundo da moda pela homogenização e estabelecimento de padrões "inalcançáveis" para a beleza feminina. Concordo em parte - de fato, o high fashion pede mulheres altas e magérrimas (IMC 17 pra baixo) como cabide. Por outro lado, essa afirmação não poderia ser mais falsa.

Para provar meu ponto, convido meus leitores (huuu) a uma breve visita à lista das 50 tops do momento no models.com. Com exceção da longelinearidade, qual o outro padrão ali? Sinceramente, não vejo nenhum. Em se tratando de etnia, temos da azul à transparente, passando pelas racialmente confusas. E enquanto algumas são verdadeiras bonecas, outras são, na minha humilde opinião, bastante feias.

Meu ponto é: o high fashion padroniza alturas e pesos, sim, mas etnias e rostos, nunca. Ao contrário das modelos "comerciais" que aparecem nas propagandas de colgate e sempre livre, as moças que desfilam para Chanel, Prada e Balenciaga não precisam ter um rosto específico, mas uma presença, um brilho, uma capacidade de conexão com a platéia e a câmera que só as grandes modelos têm.

Em resumo, a alta-costura não trata de beleza, mas de belezas. Nesse sentido, faz o opost do que é acusada: considera belo aquilo para o qual o resto do mundo torce o nariz.

p.s.: Raquel Zimmermman em primeiro lugar!!! Bora Baêa, minha porra!!!